domingo, 25 de abril de 2010

Caio Fernando de Abreu

"Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar."

domingo, 11 de abril de 2010

Tenho que dizer: tive um sonho muito estranho. Daqueles que reviram lembranças esquecidas há muito tempo, onde aparecem pessoas que não deveriam aparecer... O melhor do sonho não foi a disputa que eu ganhei (há!). Foi o fato de rever todos nós juntos e perceber o quanto não tínhamos, mesmo, nada a ver. O quanto éramos superficialmente amigáveis. Serviu pra retificar o que eu sempre pensei: as coisas acontecem no momento que têm que acontecer. E cada momento tem seu valor único e especial, como as pedrinhas que cobrem nossos caminhos, sabe?


A maior prova disso é fato de que cada um trilhou sua estrada, cada um foi pra uma lado diferente. Muito embora, tenho certeza, levamos na bagagem aquelas coisas que vivemos e que, à época, eram maravilhosas. Valeu a pena. Aham, valeu.




"Lembro que eu tinha apenas quinze anos, tinha tantos medos e planos e quase que inimigo nenhum ... e eu achava tão estranho o nosso jeito tão comum. Meus amigos onde estão? Cadê as rodas de violão na cantinha da escola, brincando de passar a bola, matando aula de religião."

sábado, 10 de abril de 2010

Chove chuva, chove sem parar

E não para mesmo! Parece que São Pedro se revoltou com os soteropolitanos e sua falta de educação (registrada em dois ou três domingo seguidos pelo Fantástico) e tá mandando brasa. Ou melhor, água! Não que essa chuva toda esteja atrapalhando a minha vida diretamente, mesmo porque minha rua não alaga, minha casa não desliza numa encosta e não é preciso sair de barco do meu condomínio. E enquanto o céu de desfaz em água e eu fico com preguiça de estudar por conta do barulhinho dos pingos nas árvores, eu sei que ali na minha frente, num morro, ninguém está 'dancing in the rain'. Centenas de mãe temem pela vida dos filhos. Centenas de pais temem por seu emprego. Centenas de crianças temem por seus livros, seus brinquedos, seus amigos e sua família que estão encharcados. Em todos os sentidos...


Ps.: O sol está saindo. Acho que já dá pra secar a roupa do varal.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

"O bom filho, à casa torna"



Resolvi que isso não merece ficar largado às moscas e teias de aranhas. Mesmo porque escrever é minha válvula de escape! E ver outros blogs sempre tão vivos, tão cheios de palavras bonitas e de emoções me faz ter vontade de ter um também. Noutras palavras: a bit envy ;D


Aos poucos, acho que vou dando nova cara e novo formato a ele. Aos poucos. :)