quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Caindo na real

A verdade é que por um certo (talvez longo) tempo eu fui imatura demais. Eu. Logo eu, que sempre pensei que tivesse idéias muito adiantadas para minha idade, por assim dizer. Eu que sempre me considerei muito precoce. Percebo, enfim, essa feliz inocência que a maturidade chegou. Quando se percebe que na realidade o seu umbigo não é, e nunca será, o centro do mundo. Bem na hora que o mundo só não desabou na sua cabeça, porque você correu de medo. Justo quanto o que era fato tornou-se mera lembrança. É estranho adimitir que fui boba. Confundi as palavras, não entendi o que o coração queria dizer. Talvez eu ainda não tivesse aprendido o seu idioma. Sei que troquei as bolas e pisei na mesma. Falei, e conseqüentemente, ouvi o que não queria. E como eu fui tão... O mais engraçado, eu acho, é relembrar todos esse momentos em que fui tão criança. A vergonha assola os pensamentos, e me faz afastá-los o mais rápido que eu sou capaz. E como eu sou capaz. Descobri, e isso veio no mesmo barco da maturidade, que não só existem mais coisas entre o céu e a terra, como há muito mais sentimentos e emoções entre o coração e a razão. Cai na real. Nada é perfeito, e em alguns casos, a única forma de se acalmar é a aceitação. Os abraços, aqueles não dados, as palavras, aquelas não ditas, as declarações, aquelas não feitas, passaram do ponto. E como eu gostaria que fosse diferente. Descobri que o amor é variável, Platão que me perdoe! Que pode-se amar de várias maneiras, em várias intesidades. E que atire a primeira pedra quem nunca confundiu as coisas. Está tudo claro agora. Me refiro aos pensamentos. Porque o dia, junto a infância, já está chegando ao fim.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Nunca acreditei muito que o tempo fosse remédio para todos os males. Muito menos achei que ele pudesse sanar certas feridas. O fato é que ele apenas tira o problema de foco, e o coloca num lugar menos iluminado. Acredito, porém, que sentimentos esfriam. E é sim o tempo que faz esse trabalho sujo. Percebi que aquele amor incondicional, aquele carinho repentino e aquela vontade louca de estar próximo, de sentir o abraço, de olhar nos olhos só aparece quando o tempo assim deseja. Tempo, tempo... Colabore. Não me faças prisioneira de suas vontades. Não penses que eu serei submissa por tão longo tempo.


"Tempo,
tempo, mano velho,
falta tanto ainda, eu sei,
pra você correr macio."

quarta-feira, 4 de junho de 2008

será que foram os caminhos que escolhemos trilhar? será que foram os dias que se passaram, e a gente esqueceu de contar? ou será que foram os momentos que só foram lembrados, ao invés de celebrados? foram as risadas que silenciaram, ou as lágrimas que secaram? qual é a diferença entre o ontem e o hoje, se permanecemos no mesmo lugar? será que foram os passos, que demos de forma diferente? será que quebramos algum pacto? independente do motivo, não somos mais quem éramos há tão pouco tempo. o engraçado, é que pouco importa se agora somos melhores ou piores. tanto faz se estamos agradando, ou não. somos, e acho que continuaremos sendo só nós. nós, em eterna mutação. mas ainda assim, nós. começo a sentir que um vão se estalebece, e que ele ainda não parou de crescer. mas sinto também que os sentimentos crescem de forma proprocional, senão, muito mais rápida.
o que é fato e imutável,
é o nosso amor
nosso eterno amor.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

sorrisos que se apagam
olhares marejados
abraços que se folgam



palavras perdidas
assuntos sem fundamento
faltam inclusive as expressões
daquele que transbordava
de alegria


onde estão suas risadas e ironias?
jogou fora os braços acolhedores?
porque se desfez dos olhos brilhantes
e das respostas, aquelas,
na ponta da língua?


você está aqui,
mas me faz falta.
tenho saudade daquilo
que não mais existe.

mas bem sei que não sua culpa
são coisas tão dificeis de explicar
é mais fácil fingir sorriso,
e escondido
uma lágrima derramar

jogue aquilo fora
você sabe, não lhe faz bem
se precisar de ajuda
nós somos esse alguém


estou com você.
conte comigo
pra tudo mesmo,
meu eterno amigo.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Vou juntando as palavras,
Remexendo cada rima,
Faço, refaço.
'uma palavra, com uma segunda em cima'

Cada frase, uma trilha
Que se alternam, que se encontram
Mas que chegam no mesmo lugar
Que mudam e me aprontam

Em cada vírgula, um suspiro
Em cada ponto, conslusão
Exclamações me interrogam,
Loucura de pontuação!

Escrever é mais que uma ação
É imprimir certos sentimentos,
Lançá-los no papel,
e torná-los, enfim, concretos

As palavras, em eterna mutação
Fazem nos olhos de cada leitor
uma dança distinta

Eu quero fazê-las dançar
Minha música também
Eu quero entrar no passo
Que esta valsa me convém

quinta-feira, 10 de abril de 2008

é tão estranho estar, sem sentir
sentir, sem ver
ver, e não enxergar.

a distância é fria e dolorida
é amarga e afiada
mas quando sofrida
torna-se mais curta

distância não rima com saudade
mas quem disse que precisa?
existem poesias sem rimas
músicas sem refrão
como essa que toca agora

sua ausência é diferente
é como se eu pudesse te tocar
te sinto pulsando dentro de mim
nada consegue arrancar

sinto que o que sinto é diferente
sinto algo que nunca senti
eu TE sinto aqui perto.

quinta-feira, 6 de março de 2008

♥








mas quando a hora chegar, volta
que o nosso amor está acima das coisas desse mundo.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

eu queria chorar, sabe-se lá o quanto. por mim, o necessário para transbordar rios, encher mares, e lavar almas desoladas e aflitas. mas é algo quase impossível. o que sinto está muito além de lágrimas escorridas pelo rosto. elas cairiam, e explodiriam no chão. prefiro então, fingir sorriso, mentir semblante. continuar nessa história que inventamos. eu, e você.






"Quero um dia para chorar
Mas a vida vai tão depressa!
E é preciso deixar contida
A tristeza, para que a vida,
que acaba quando mal começa,
Tenha tempo de se acabar.”
-Cecília Meireles

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

enfim, me descubro forte.
esse coração não é tão rígido,
quanto pensei
muito menos exita em palpitar
mas ele se segura, independente
do que o redeia
não mede as palpitações, mas
sabe disfarçá-las como ninguém
e quando o outro chega perto,
quando ouço sua voz, sinto seu perfume
ou citam seu nome, quase perco o ar
esse pobre coração quase pula,
quase vai embora.
mas resiste. persiste em bater em ritmo acelerado
mas fingindo ser somente um mero
acompanhamento nessa canção
está tudo bem.
faça assim o seu trabalho
não se confunda, ainda estamos juntos.
eu e você. você e eu. eu e ele.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

E é a medida que se amadurece que se entende a importância de cada momento vivido, de todas as pessoas que passaram por esse caminho, de tudo o que foi feito, pensado ou dito. Coisas que foram me completando, à medida que aconteciam. Pessoas que me ensinaram a cada dia. Porque sendo bons ou ruins, me trouxeram até aqui. Me transformaram no que sou agora.

Meu nome? Felicidade :)

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Acho que é conflito interno. Não é assim que se chama quando a gente quer duas coisas distintas ao mesmo tempo? Pois então. Tá rolando aqui, e agora. Na verdade, eu acho que sempre existiu, mas agora está ficando cada vez mais difícil lidar com isso. Cada passo é tentador demais. Eu bem sei o resultado de cada um deles, e é bem aí que está o problema. Caso eu estivesse andando de olhos vendados, creio eu, seria muito mais fácil. Eu não teria medo do que vem pela frente. Eu não estaria medindo as palavras, ou até mesmo dilacerando-as, como venho fazendo. Ando meio muda. Surda. Só sei que sinto. E meu coração coitado, está cansando dessa vida...
Não sei quantas almas posso;
Sei que não são poucas,
Que voam loucas,
Como pássaros presos
Sedentos de liberdade

Presas por mim mesma,
Por puro medo, apreensão;
Pra que elas não sofressem
E que prevalecesse a razão

Sei que a cada minuto mudei,
Que fui várias em um só momento.
O que acontece é que cansei
De ser alguém e de ser ninguém
No mesmo espaço e tempo.

Decidi correr atrás;
Coisa que só se faz,
Quando ainda restam certezas.

Sei que de tanto ter, de tanto ser;
Só me restará uma alma;
Sem calma, aqui na palma
Da minha mãe vacilante.

Mas ainda tenho uma dúvida,
Que refletirá por toda a vida:

Mais vale ter mil almas seguras e presas,
Do que ter apenas uma livre a espera de surpresas?



Assim...pra "começar" bem o ano.


As expectativas, admito, são muitas. As vontades e os desejos, persistem, cada vez mais fortes. Os sonhos foram reformulados, e ganharam uma pitada de probabilidade. As pessoas estão cada vez mais interessantes, e eu acabo por amá-las mais dia após dia. Uma nova etapa está bem aqui, na minha frente, e eu vejo mais clara. Mais nítida. Ela vem colorida, radiante. As responsabilidades, eu bem sei, são cada vez mais pesadas, mas é certo que eu me sinto mais apta para encará-las. Sinto que tem gente do meu lado. Sempre estiveram.
O que sei, é que 2008 promete. E eu prometo, farei dele melhor, muito melhor do que todos os outros.