domingo, 11 de abril de 2010

Tenho que dizer: tive um sonho muito estranho. Daqueles que reviram lembranças esquecidas há muito tempo, onde aparecem pessoas que não deveriam aparecer... O melhor do sonho não foi a disputa que eu ganhei (há!). Foi o fato de rever todos nós juntos e perceber o quanto não tínhamos, mesmo, nada a ver. O quanto éramos superficialmente amigáveis. Serviu pra retificar o que eu sempre pensei: as coisas acontecem no momento que têm que acontecer. E cada momento tem seu valor único e especial, como as pedrinhas que cobrem nossos caminhos, sabe?


A maior prova disso é fato de que cada um trilhou sua estrada, cada um foi pra uma lado diferente. Muito embora, tenho certeza, levamos na bagagem aquelas coisas que vivemos e que, à época, eram maravilhosas. Valeu a pena. Aham, valeu.




"Lembro que eu tinha apenas quinze anos, tinha tantos medos e planos e quase que inimigo nenhum ... e eu achava tão estranho o nosso jeito tão comum. Meus amigos onde estão? Cadê as rodas de violão na cantinha da escola, brincando de passar a bola, matando aula de religião."

sábado, 10 de abril de 2010

Chove chuva, chove sem parar

E não para mesmo! Parece que São Pedro se revoltou com os soteropolitanos e sua falta de educação (registrada em dois ou três domingo seguidos pelo Fantástico) e tá mandando brasa. Ou melhor, água! Não que essa chuva toda esteja atrapalhando a minha vida diretamente, mesmo porque minha rua não alaga, minha casa não desliza numa encosta e não é preciso sair de barco do meu condomínio. E enquanto o céu de desfaz em água e eu fico com preguiça de estudar por conta do barulhinho dos pingos nas árvores, eu sei que ali na minha frente, num morro, ninguém está 'dancing in the rain'. Centenas de mãe temem pela vida dos filhos. Centenas de pais temem por seu emprego. Centenas de crianças temem por seus livros, seus brinquedos, seus amigos e sua família que estão encharcados. Em todos os sentidos...


Ps.: O sol está saindo. Acho que já dá pra secar a roupa do varal.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

"O bom filho, à casa torna"



Resolvi que isso não merece ficar largado às moscas e teias de aranhas. Mesmo porque escrever é minha válvula de escape! E ver outros blogs sempre tão vivos, tão cheios de palavras bonitas e de emoções me faz ter vontade de ter um também. Noutras palavras: a bit envy ;D


Aos poucos, acho que vou dando nova cara e novo formato a ele. Aos poucos. :)

sábado, 31 de outubro de 2009

Nunca me senti à vontade pra escrever coisas sobre mim mesma. Não acho legal que todo mundo saiba o que se passa pela minha cabeça e pelo meu coração. Não assim, por meio das palavras. Mas é que hoje eu, sinceramente, senti uma vontade doida de escrever um bilhão de caracteres só pra ver se o que está preso na garganta salta fora, de uma vez por todas.

É que às vezes o mundo começa a girar na velocidade da luz e eu, sinceramente, fico meio enjoada com altas velocidades. O fato é o terceiro ano tem mexido muito comigo. Na verdade, eu acho mesmo que o fator principal não é bem ser terceiranista, mas ter mudado de escola exatamente nessa última fase. E ter conhecido as pessoas que conheci, feito os amigos que fiz, estudar hard como estudei, ter tido os professores que tive, vivido os momentos que vivi me fez, sem dúvida, alguém bem diferente. Alguém melhorada, graças a Deus! :D E o que vejo hoje no espelho não é aquela mesma adolescente de um ano atrás. Sinto um certo peso nos meus ombros e percebo que daqui há alguns (pouquíssimos) meses eu vou estar num banco de faculdade ouvindo alguém falar das leis da Roma e da Grécia antiga, ditando pra que eu copie o Artigo nº 45 do Estatuto do Idoso, ou qualquer coisa que o valha. E isso me parecia ainda tão distante! A ficha cai e eu percebo que esse imenso ciclo que eu iniciei aos dois anos e meio termina (pelo menos cerimonialmente falando) daqui há 3 dias!
E em meio a esse turbilhão de coisas e de sentimentos que elas fazem emergir, eu me vejo meio boba frente a novas sensações. Vou deixar que as coisas corram soltas. Bem soltas.

Ps.: É incrível o impacto que as palavras têm em mim. Acho que é porque eu gosto muito delas e, principalmente, de como as pessoas as pronunciam e de como dão uns e outros ritmo à elas. Tipo um sussuro em meio a palavras apressadas e exaltadas.

"Pára com isso, Rafaela."

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

E o tempo vai passando displicentemente, sem ouvir os meus gritos de desespero. Não me ouviu pedir pra que maneirasse no apressado passo. Não prestou atenção nas minhas súplicas, nas minhas orações, nos meus pedidos. Passou e levou consigo o estável chão sob os meus pés. Seguiu rasgando tudo e me deixando cada vez mais afogada no lago estreito e profundo da aflição. Falta pouco tempo pro final dessa etapa, e o medo vai se aproximando lentamente. O calafrio, o bater de pernas, a impaciência. O negócio é arregaçar as mangas e aproveitar o pouco tempo que ainda me resta.

"Tempo, tempo, mano velho, falta um tanto ainda, eu sei, pra você correr macio..."